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Parceria entre Museu Emílio Goeldi e Ufopa lança podcast sobre queimadas em tempos de covid-19

No total, são cinco podcasts produzidos pelo Grupo de Atividades Socioambientais da Amazônia (Geasa), vinculado à Ufopa.

Queimada em Novo Progesso, no Pará, em 23 de agosto de 2020 — Foto: AP Photo/Andre Penner

Pesquisadores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) campus de Santarém e do Museu Paraense Emílio Goeldi, sediado em Belém, lançam arquivos de áudio no âmbito do projeto “Mata sem Fogo”, coordenado pela Dra. Ima Vieira e com a colaboração da professora Amanda Ferreira, do Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas (ICTA) da Ufopa.

“Os podcasts seguem a mesma temática da cartilha que lançamos no dia 4 de setembro de 2020, ‘Queimadas na Amazônia em Tempos de Covid-19’, com o objetivo de ampliar o alcance dessas informações sobre o perigo das queimadas na Amazônia, os danos para a biodiversidade e populações locais que os incêndios florestais podem trazer, assim como alertar para o risco do agravamento das infecções por Covid-19 nessa situação de pandemia, ligado aos incêndios florestais”, explicou a professora Amanda Ferreira.

No total, são cinco podcasts produzidos pelo Grupo de Atividades Socioambientais da Amazônia (GEASA), vinculado à Ufopa, e estão dispostos em uma plataforma digital gratuita, podendo nela ser acessados, ouvidos e compartilhados. “Os podcasts estão sendo enviados e reproduzidos em rádios comunitárias locais, fazendo com que essas informações alcancem um público ainda maior”, informou Ferreira.

“Nesse momento crítico da pandemia por Covid-19, que já acometeu mais de um milhão de pessoas na Pan-Amazônia, e no qual as queimadas se expandem para áreas mais remotas, podemos ter agravados os problemas respiratórios da população”, alertou a pesquisadora do Museu Goeldi, Ima Vieira, ecóloga e uma das autoras de um estudo que aponta a associação da vulnerabilidade das populações da Amazônia à Covid-19 com a rota da degradação florestal.

“Os efeitos dos incêndios florestais vão além dos padrões de degradação florestal e perdas de biodiversidade já conhecidos, e afetam ainda a vida de populações tradicionais, que têm seus padrões de caça, coletas de produtos da florestas e as mais diversas formas de relação alterados, perdendo seus ‘caminhos’ já conhecidos de acesso aos recursos da floresta”, afirmou a professora Amanda Ferreira, responsável pelas pesquisas socioambientais deste projeto.

Foram ainda impressos cinco mil exemplares da cartilha, que estão sendo distribuídos em comunidades da Resex Tapajós-Arapiuns, Flona Tapajós e demais comunidades ribeirinhas de Santarém.

Fonte G1

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