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Sua vista está ruim? Pode ser degeneração macular relacionada à idade

Doença afeta pessoas acima dos 60 anos e precisa de tratamento imediato

A DMRI é a abreviatura para degeneração macular relacionada à idade, um problema que afeta o centro da retina, tecido que recebe a luz e transforma em impulso que vai para o cérebro. A doença é um processo de desgaste ao longo da vida, e é considerada crônica, sem cura.

O oftalmologista Rafael Ferré (CRM 22332 / RQE 1559) explica que não existe uma clareza sobre a origem da DMRI, mas que não é uma doença que pode ser contraída. “Existem fatores genéticos envolvidos. O que sabemos é que a raça caucasiana é a mais afetada. Então podemos afirmar que ainda estamos na superfície deste ‘iceberg’, tanto que não se recomenda ainda fazer testes genéticos para ver a chance de desenvolver uma doença”, comenta.

Ferré reforça que a degeneração é dividida em dois grupos:

  • Seca: evolui com a degeneração da retina, sem apresentar acúmulo de líquido no meio ou embaixo da retina;
  • Úmida: causa um acúmulo de líquido e eventualmente até hemorragias no olho.

Acredita-se que a doença afete de 8% a 12% da população mundial, e estimativas apontam que, em 2020, o número de pessoas com DMRI no mundo chegou a 200 milhões. “A incidência cresceu na mesma proporção da expectativa de vida das pessoas. Hoje vivemos muito mais”, completa Ferré.

O médico explica que alguns hábitos podem piorar o quadro. “Fumar é um grande vilão para o aparecimento e agravamento da degeneração. As comorbidades como hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto também podem piorar a situação. Em um paciente com a DMRI, a degeneração avança mais rápido nesses casos”. Conheça alimentos capazes de melhorar a saúde dos olhos.

Principais sinais de alerta

Entre os sintomas que podem indicar a DMRI, o principal é a visão central ruim. Em geral, as reclamações mais comuns envolvem pacientes que afirmam ter a vista ruim, com dificuldade para ler ou reconhecer a fisionomia de uma pessoa. “Imagine como um risco no centro da lente de quem usa óculos. É justamente onde a doença ataca”, conta o médico. Por isso, a DMRI tem um impacto social muito grande. À medida que a doença avança, as pessoas têm muita dificuldade de leitura, não conseguem renovar a carteira de habilitação, ler números para fazer ligação, ou até enxergar o preço no mercado. “Claro que é um tema delicado falar sobre perda total da visão, até porque as pessoas às vezes já estão um pouco sensíveis. Mas a abordagem é de que o paciente pode ter uma grande deficiência central, mas ele mantém um campo visual periférico” comenta Ferré.

Tratamento

Por ser vista como uma doença crônica, o correto é não falar em cura, mas sobre frear a velocidade de evolução da doença. Os tratamentos envolvem um suplemento alimentar que é um polivitamínico e antioxidante, capaz de desacelerar o avanço da DMRI.

Outras recomendações envolvem cuidar com os hábitos de vida: parar de fumar – no caso de quem fuma – praticar atividade física, monitorar pressão, ver se há diabetes. E, no caso da degeneração macular úmida, há um tratamento com aplicação do remédio diretamente no olho. “Em alguns casos, os pacientes apresentam até uma melhora da visão. Mas sempre insistimos nessa na tecla: o objetivo é frear a doença, fazer com que pare de evoluir a degeneração”, finaliza Ferré.

Diretor Técnico: Dr. Hamilton Moreira – CRM 9388 / RQE 2872

Fonte G1

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