Acontecimentos

A dança gaúcha e sua história

 dança gaúcha na história

Em março de 1949, uma delegação do Rio Grande do Sul vai até o Uruguai para festa da pátria gaúcha, promovida pela Sociedad Criolla Dr. Elias Regules. A entidade era uma espécie de agremiação do país vizinho que havia sobrevivido ao ‘americanismo’, movimento que invadiu o Uruguai e também o Brasil com a Segunda Guerra Mundial e acabou extinguindo ou modificando a essência das entidades que existiam no Rio Grande. À época, essas sociedades eram chamadas de grêmios, versões anteriores aos CTGs.

Até abril de 1948, no Rio Grande, o grupo dos oito – cujos integrantes haviam feito ressurgir o Movimento Tradicionalista Gaúcho em 5 de setembro de 1947 em uma ação contra a americanização – se reuniam com amigos nas casas deles, sempre somente homens, para beber, contar histórias, tomar chimarrão. Naquele ano, eles fundam o 35 CTG, mas ainda sem a presença feminina.

Na incursão ao Uruguai, estavam oficiais da Brigada Militar e integrantes do 35 CTG, entre eles, João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, Luiz Carlos Barbosa Lessa e Cyro Dutra Ferreira, precursores do movimento.

– Lá (no Uruguai) eles assistem às danças – a meia canha, o pericón que é a dança nacional uruguaia, uma chamarrita – e, aí, eles voltam (ao Estado) e dizem: “olha a bobagem estamos fazendo…” A primeira coisa que fazem é convidar as irmãs e as namoradas para irem para o 35 (CTG) e começam a resgatar as danças antigas. Resgatam primeiro “o pezinho” e começa o processo da dança _ conta o historiador Manoelito Carlos Savaris.

Para dançar, o grupo se dá conta de que precisa de uma música própria, característica do Estado. Até então, as músicas eram feitas por duplas sertanejas.

– O Rio Grande do Sul não tinha uma música própria. Tinha uma música do Brasil, esse sertanejo de São Paulo, de Goiás, de Minas; existia alguma música castelhana, especialmente, o tango; uma influência da música clássica, das valsas europeias. Não havia música local, típica daqui. Aí começam as primeiras pesquisas e criações musicais daqui. A música Negrinho do Pastoreio é de Barbosa Lessa, dessa época – relata Savaris.

Fonte ClicRBS

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