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Barbaridade, tchê! Qual a origem da dança gaúcha?

São danças desafiadoras e contagiantes, sempre valorizando o respeito e a diversidade.
A cultura brasileira é formada, principalmente, pela mistura de tradições trazidas de outros países, formando uma miscigenação que só se tem no Brasil. Com isso, cada região do País conserva costumes específicos e bastante variados.
Uma das representações culturais que temos na região Sul do Brasil são as danças gaúchas. Elas possuem origens diversas, principalmente de países do continente europeu devido à colonização no século XIX.
Com traços camponeses, as danças gaúchas têm como características principais o sapateado forte e movimentos velozes com bastante agilidade. São danças desafiadoras e contagiantes, sempre valorizando o respeito e a diversidade.

Fandango Gaúcho

O fandango é um estilo musical proveniente da Espanha, sendo que sua dança é derivada do Flamenco. As principais características dessa dança gaúcha são os seus movimentos considerados frenéticos pela agilidade e velocidade com que são executados. Outro ponto marcante é o sapateado. A melodia que acompanha a dança é geralmente feita por instrumentos de acorda e traz melodias agitadas ou dramáticas.

Por meio do Fandango originou-se, no Rio Grande do Sul, uma série de outras danças, com nomes e características próprias. No Fandango Gaúcho, utiliza-se principalmente a gaita e o violão. As principais influências vêm da Escócia e da Polônia, além de uma mescla argentina e uruguaia. Para os espetáculos de dança são usados trajes de pilcha.

Conheça as principais danças gaúchas

• Anú – é dividido em duas partes: a cantada e a sapateada. Popularizou-se em meados do século XX. Hoje em dia é pouco praticada nos bailes de dança gaúcha. É conhecida como uma dança de pares soltos, porém dependentes entre si. O sapateado caracteriza por poucos palavras e muitos movimentos. Já na cantoria torna-se uma dança mais grave.

• Balaio – o nome da dança vem por causa da aparência das saias vestidas pelas mulheres dançarinas, que acabam por se assemelhar a um balaio. Originada na região Nordeste, essa dança mistura dois estilos: o sapateado e a dança de conjunto. Formam-se dois grupos, um de homens e um de mulheres. Então, a história contada acompanha os movimentos e a coreografia se repete por três vezes.

• Chimarrita – de origem portuguesa dos Açores, a dança traz uma coreografia em pares, onde cada um se posiciona em uma fileira oposta, de frente para o outro. Em seguida se cruzam, se afastam e depois voltam a se aproximar. Ganhou a fama de “limpa banco”, por ser tão contagiante e fazer as pessoas dançarem, levantando-se de seus lugares.

• Pezinho – uma das danças gaúchas mais singelas e simples, que encantam a quem vê. Popular na região dos Açores, adaptou-se no Rio Grande do Sul de modo a ser realizada da seguinte forma: primeiro há uma marcação de pés. Depois, duplas de dançarinos cruzam os braços e giram em redor de si mesmos. É a única dança gaúcha em que todos os dançarinos realmente dançam, não ficando limitados a executar a coreografia proposta.

• Xote – tem origem húngara. É muito popular no Rio Grande do Sul e precisa de pares para ser realizada a coreografia. Os passos são simples: um e um, dois e dois ou dois e um.

Para valorizar e divulgar ainda mais a cultura sulista brasileira, foram formados os Centros de Tradições Gaúchas. O Santa Mônica Clube de Campo tem um dos mais premiados e reconhecidos do País, o CTG Santa Mônica, que oferece aulas de danças de salão sob ritmos gaúchos, promove eventos, entre outras atividades.

Informações G1

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