Acontecimentos

Chimarrão: Paixão que não tem idade

O momento mais esperado para a família Fischer, moradora de Alto Boa Vista, interior de Santa Cruz, é quando a noite chega. Com o céu escuro, acomodados no sofá da casa, chega a hora de fazer o chimarrão circular entre os quatro integrantes: além dos pais Marilei e Fernando, a cuia também chega às pequenas mãos de Emanuele, nove anos, e Emilly, de apenas dois anos de idade.

E elas não desistem tão fácil. A paixão pela bebida gaúcha é grande e nasceu com as duas. “Pai, tu esqueceu a minha vez. Mãe, tu me pulou. Eu também ‘tô’ tomando”, dizem sempre que a roda para e o mate demora a chegar. Conforme Marilei, que trabalha como professora, tanto Manu quanto Mi iniciaram cedo a tradição do Rio Grande. “A Manu provou, pegava um pouco de erva com as mãozinhas e a mesma coisa aconteceu com a Emilly. Sentadas no nosso colo ou ao lado, não sabiam ainda nem chupar o mate pela bomba, mal conseguiam segurar a cuia, mas já faziam parte da roda”, relembra.

Foi ainda pequena também que Emanuele aprendeu a fazer o seu próprio chimarrão. Inspirada na avó Liane Fischer e de olho em sua mãe dentro de casa, agora ela mesma consegue preparar a bebida que faz parte da rotina da família. O morrinho de erva, no começo, não ficava perfeito, mas as técnicas foram aprimoradas e hoje, aos nove anos, a produção é só orgulho. Mas também inspiração. Enquanto prepara o mate, os olhos azuis da pequena Mi se concentram nas mãos da irmã, provavelmente imaginando quando será a sua vez.

Fonte Portal Arauto

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