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Saiba o que fazer em caso de picada de carrapato e conheça os riscos

Clima seco e quente propicia a proliferação de carrapatos, que podem ser um risco a animais e humanos

O carrapato-estrela pode causar a febre maculosa em humanos – (foto: Keiny Andrade/Folha Imagem)

 Distrito Federal completa, nesta terça-feira (1º/9), 99 dias sem chuva. O clima seco e quente favorece o ciclo reprodutivo dos carrapatos. Relatos de picadas do aracnídeo têm sido comuns, principalmente entre moradores do Lago Norte e do Lago Sul. Áreas com gramas e arbustos podem esconder pequenos bichos e favorecem a reprodução dos carrapatos.

“Fomos passear com o nosso cachorro no parque Asa Delta, no Lago Sul, e voltamos cheio de picadas. O Bruno (um poodle) só não pegou porque ele tem um remédio pra repelir. Só percebemos as picadas dos carrapatos no dia seguinte e, para retirar, tivemos que procurar bem, pois eles são muito pequenos”, relata Alejandro Antequera, 27 anos, morador do Lago Sul.

Segundo a médica veterinária Carolina Rocha de Freitas, 28 anos, os carrapatos chegam aos humanos por meio do contato com áreas ou com animais infestados. “O carrapato tem por comportamento subir no animal ou na pessoa, picar pra se alimentar, então ele cai e sobe em outro lugar”, diz. Os primos das aranhas podem subir até a altura de um metro, em cercas ou outras superfícies. “Quando encontramos um animal com carrapato, isso representa 5% dos carrapatos. Os outros 95% estão no ambiente”, afirma Carolina.

Carrapatos podem transmitir doenças, tanto para os animais quanto para os humanos. Os pequenos bichos podem carregar diferentes bactérias que transmitem variados tipos de enfermidades, conforme o lugar do mundo. “Aqui no Brasil, as principais doenças transmitidas para animais são a erliquiose, babesiose e anaplasmose, que podem até levar à morte”, explica Carolina.

De acordo com a infectologista Joana Darc Gonçalves da Silva, nos humanos, esses aracnídeos podem causar desde pequenas manifestações alérgicas, em que a pessoa tem escoriações e manchas vermelhas pelo corpo, até algumas doenças como a febre maculosa, transmitida pelo carrapato infectado com bactérias da família Rickettsia. “Ele transmite essa bactéria para a pessoa, que pode ter sinais como manchas vermelhas pelo corpo, dor muscular, febre e calafrio”, explica a médica.

A infectologista ressalta a importância de observar em que região do Brasil, e até em que país, ocorreu a picada. “A gente tem a circulação de alguns vírus de carrapatos mais incidentes em certas regiões. Geralmente em São Paulo e Minas Gerais a gente identifica a febre maculosa com maior facilidade. Quem viaja para os Estados Unidos também é bom ficar alerta, porque o carrapato americano pode transmitir a Doença de Lyme que pode causar alteração neurológica, perda muscular e fadiga crônica.”

Embora a Doença de Lyme seja transmitida por um carrapato que é característico dos Estados Unidos, a veterinária Carolina Freitas afirma que “já há relatos no Sul do Brasil”.

Remoção do carrapato

A veterinária explica que, ao ser picado por um carrapato, “o ideal é usar uma pinça para retirar o pequeno aracnídeo, girando e puxando para fora da pele do paciente”. “Isso evita com que algumas pequenas estruturas do carrapato fiquem na pele e causem reação alérgica. Após a remoção, ele pode ser descartado em um algodão ou papel embebido em álcool para que não tenha o risco de sobreviver e picar alguém novamente.”

A infectologista Joana Darc alerta que “dependendo da profundidade, talvez seja necessário utilizar até uma agulha esterilizada para remover o bicho da pele. Se forem muitos, o ideal é ir ao hospital pra que seja feita a remoção com um profissional pois alguns deles acabam ficando um pouco mais profundo e exigindo um tratamento específico”.

Em caso de picada, a veterinária diz que é interessante guardar ou fotografar o aracnídeo para que o médico ou veterinário possa reconhecer a espécie, a fim de identificar quais doenças podem ser causadas.

Tratamento

No caso da contaminação do ambiente, Carolina aconselha fazer dedetização, dentro e fora de casa, com produtos apropriados. “Lembrando que os ectoparasiticidas ambientais não devem ser usados em pets. Hoje existem várias marcas e formatos de ectoparasiticidas próprios para os animais de estimação”, pontua.

Após ser picado por um carrapato, podem surgir sintomas alérgicos à mordida do bicho. De acordo com a médica, “o tratamento pode ser só com antialérgico e com alguns cuidados como limpeza. A partir daí é analisado o local em que a pessoa está e a possibilidade de outras doenças”.

Como existem diversos tipos de bactérias carregadas por carrapatos, no Brasil, geralmente o tratamento é feito conforme os sintomas. “Por exemplo, no caso da febre maculosa o médico pode usar um antibiótico. O tratamento para picadas de carrapatos é específico, é adequado para bactéria de onde a pessoa estiver ”, conclui a infectologista.

Fonte correio braziliense

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