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Professora ensina na porta da casa de estudantes com deficiências durante pandemia da Covid-19

Alunos são visitados pela educadora que realiza atividades relacionada às habilidades gráficas e de escrita, além de dinâmicas lúdicas.

Uma professora cearense resolveu levar as atividades de ensino inclusivo até à porta de seus alunos com deficiências por meio do projeto Atendimento Educacional Especializado (AEE) na Quarentena, em Itapipoca. Com o violão e a bicicleta, Noadias Novaes busca superar os desafios da educação ampliados pela pandemia da Covid-19 na comunidade Betânia do Cruxati.

Toda semana os alunos são visitados pela educadora que realiza atividades de grafomotricidade, relacionada às habilidades gráficas e de escrita, além de dinâmicas lúdicas.

“Eu montei o projeto e eu sou orientada por um amigo microbiologista que me ensina como fazer a esterilização das apostilas, como manter a distância, para que não aconteça nenhuma contaminação”, pontua. Agentes de saúde comunitária também ajudam nas ações educativas.

São elaboradas apostilas e materiais para os estudantes com doações de tintas, lápis de cor e outros materiais de parceiros do projeto. Os kits são distribuídos e, em “toda entrega, a gente tira um momento, mesmo que de longe, para matar a saudade”, como relata.

O pequeno Darlen, de 12 anos, tem deficiência física e sente dor ao se deslocar. As atividades que recebe pela internet nem sempre podem ser acompanhadas em tempo real devido ao baixo sinal no distrito.

“Não pega direito o aplicativo e fica sem área, mas ele não deixa de fazer as atividades não. Assim que volta eu mando ele fazer. A Noadias ajuda muito porque ela foi a primeira que começou a fazer isso aqui em casa, a gente nem fazia as coisas pelo Whatsapp e ela já vinha”, acrescenta a mãe do estudante, Ana Maria Ribeiro Nascimento, de 44 anos, agricultora e dona de casa.

A professora também nota as limitações ao acesso à internet, por onde aulas online são ministradas, além do esforço das famílias para manter as crianças calmas. “Vou de bicicleta fazer esse atendimento ao aluno, a uns sete quilômetros da localidade onde eu moro. Os meus alunos têm deficiências variadas e as atividades que eu proporciono são individualizadas. Cada atividade é de acordo com a habilidade que eu quero desenvolver nessas pessoas”.

“Em 2011 eu fiquei efetiva na educação infantil de Itapipoca foi quando eu recebi o convite para estudar em Fortaleza, toda semana, as disciplinas da educação especial, como libras, braile. Atualmente eu faço uma especialização em Neuropsicopedagogia e foi onde me encontrei”, conclui. As aulas ministradas nas calçadas devem continuar até o fim das restrições para distanciamento social.

Fonte G1

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