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Celebração de Corpus Christi será sem os tradicionais tapetes

A procissão será diferente. As pessoas estão convidadas a irem de carro e passarem nas casas de saúde. No percurso, os participantes vão recolher donativos

Foto: Lula Helfer

Geral
Igreja Catedral Sao Batista; Missa e procissao pelos tapetes Corpus Christi; Procissao Corpus Christi

Geral Igreja Catedral Sao Batista; Missa e procissao pelos tapetes Corpus Christi; Procissao Corpus Christi

A exemplo do que aconteceu na Semana Santa, a celebração de Corpus Christi sofrerá alterações por conta da pandemia neste ano. Não haverá a tradicional confecção do tapete de serragem na frente da Catedral São João Batista. A única missa será às 9 horas, na quinta-feira, 11, com limite de 30 pessoas. Quem deseja comparecer precisa ligar para a secretaria no número 371- 3622 para colocar o nome na lista. Na internet, a missa será transmitida no endereço facebook.com/pascomcatedralsjb.

A procissão, após a missa, será diferente. As pessoas estão convidadas a irem de carro e passarem nas casas de saúde – Hospital Ana Nery, Hospital Santa Cruz e Ambulatório de Campanha. Haverá uma pequena oração em cada ponto. No percurso, os participantes vão recolher donativos para que sejam destinados às famílias em situação de vulnerabilidade. Nas demais paróquias, as procissões passarão pela ESF de cada bairro. Para quem fará as orações em casa, o padre Roque Hammes aconselha os fiéis a colocarem símbolos na porta, como uma bacia com água ou uma cruz. Nas palavras do bispo Dom Aloísio Dilli, a celebração de Corpus Christi tem o objetivo litúrgico de louvar e agradecer pela Eucaristia e realizar manifestação pública de fé na presença real e permanente de Jesus Cristo no “Pão vivo descido do céu”. No sábado, dia 13, a Paróquia Santo Antônio terá missa do padroeiro às 19 horas, com transmissão na página facebook.com/ paroquiasantoantonioscs. No domingo haverá uma galinhada, por R$ 15,00, que poderá ser retirada na secretaria da paróquia.

Conforme Hammes, os bispos de todo o Estado conversaram de forma remota sobre o momento pelo qual passamos. O sentimento em todas as dioceses é de que faltará algo neste ano, sem a produção dos tapetes. Por outro lado, há um incentivo para as ações de caridade. “As pessoas podem servir e adorar Cristo ao auxiliar um irmão que está sofrendo nessa pandemia”, enfatiza.

De acordo com Hammes, os fiéis que compareciam às igrejas com maior frequência, principalmente com mais de 60 anos, estão sentindo falta da presença nas celebrações. Porém, salienta Hammes, a maior preocupação no momento é a de preservar vidas. “A Igreja colabora com a saúde. Não queremos aglomerações. Ficaríamos traumatizados se soubéssemos de alguém que se contaminou em alguma celebração e ficou muito doente. Seríamos imprudentes neste sentido. Por isso, respeitamos o limite de 30 pessoas”, explica.

Hammes observa um aumento nas audiências das celebrações pela internet, assim como nas que são transmitidas por rádio e televisão. O padre destaca a recomendação do papa Francisco no mês passado, de valorizar orações em família, como o Santo Terço em casa. Ao mesmo tempo, Hammes cita três notas recentes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para defender o isolamento social, o combate ao racismo e para expressar indignação em relação à notícia sobre a oferta de apoio ao governo por parte de emissoras de televisão e rádio em troca de verbas e solução de problemas. “A Igreja se posiciona no sentido de preservar a vida”, finaliza.

fonte portal Gaz

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