Acontecimentos

Família de Lucas tenta entender o que aconteceu

Jovem de 23 anos, encontrado morto na última segunda-feira, foi sepultado na terça. Polícia Civil investiga circunstâncias do crime

Segundo a mãe, Ivone Maria, Lucas Mateus da Silva era caseiro e muito tranquilo

Lucas Matheus da Silva foi sepultado no final da tarde de terça-feira, 2, no Cemitério Ecumênico da Paz Eterna, no Bairro Santo Antônio, em Santa Cruz do Sul. A trágica morte do jovem de 23 anos, morador de Pinheiral, ainda levanta dúvidas sobre as circunstâncias do crime. O corpo foi encontrado em uma mata, na tarde de segunda-feira, às margens da ERS-412, já em estado avançado de decomposição.

Um caminhoneiro, que havia parado no local para arrumar a lona da carroceria de seu caminhão, nas proximidades do viaduto da BR-471, avistou o cadáver após sentir um forte odor. Pelo menos três ferimentos, aparentemente provocados por tiros, foram encontradas no corpo da vítima. Junto estavam os documentos do rapaz. Filho único de Ivone Maria da Silva e Amadeu da Silva, Lucas tinha uma vida pacata em Pinheiral, segundo contou sua mãe.

Trabalhando há cinco anos em lavouras de tabaco para um mesmo patrão, nas horas de lazer gostava de assistir jogos de futebol do seu time do coração, o Internacional. “Ele era um menino tranquilo, gostava de estar em casa, com a família. Nas poucas vezes em que saía, jogava bocha ou passeava com a cadelinha dele, a Belinha”, relatou a mãe. Em conversa com a Gazeta do Sul, ela falou que Lucas também tinha apreço por tradicionalismo e ia com os tios em eventos gauchescos no CTG Chaleira Preta, de Linha Bem Feita, interior de Venâncio Aires. Completaria 24 anos no dia 8 de janeiro de 2021.

Polícia investiga possíveis motivos do crime
Ivone Maria da Silva trabalha como safreira. No sábado, 23 de maio, dia do desaparecimento do filho, ela chegou em casa do trabalho e o jovem não estava. Perguntou ao marido Amadeu onde Lucas havia ido, e ele respondeu que o jovem tinha saído para ir à zona urbana de Santa Cruz. Por volta das 19 horas, Lucas ligou de seu telefone para a mãe. “Falamos e ele me disse que estava na casa de uma mulher, que era namorada dele. Mas eu não sabia que ele tinha uma namorada, nunca nos contou”, comentou ela.

“Depois falei com essa mulher, que me disse que ele iria embora na manhã do outro dia”, ressaltou Ivone Maria da Silva. A mãe da vítima não chegou a perguntar o nome da mulher, nem onde ela morava. Foi a última vez que os dois se falaram. Depois dessa ligação, as tentativas de contato via telefone não tiveram sucesso, pois o aparelho encontrava-se desligado. Por volta das 20 horas da última segunda-feira, os pais foram avisados sobre o corpo encontrado com os documentos do filho, junto à cena do crime.

O reconhecimento do corpo ocorreu no mesmo dia, pelo pai, Amadeu da Silva. Na manhã de terça, o cadáver foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Cachoeira do Sul para necropsia. À tarde, voltou para Santa Cruz do Sul para ser velado. A mãe de Lucas disse não saber se o filho estava envolvido com algum ato ilícito.

Embora já tenha iniciado o trabalho de análise sobre o caso, a Polícia Civil ainda não possui uma linha de investigação. “Ainda é cedo. Estamos averiguando todas as possibilidades sobre as circunstâncias que teriam motivado esse homicídio”, afirmou o delegado Alessander Zucuni Garcia, que está à frente do caso e chefia a 2ª Delegacia de Polícia. “Temos algumas situações que estamos analisando, e vamos checar a veracidade delas”, complementou.

Fonte portal Gaz

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