Acontecimentos

Famílias entram na Justiça após terem os filhos recém-nascidos trocados em 2017 no Hutrin, em Trindade

Segundo advogada, pais entraram com ação após verem caso semelhante na mesma unidade de saúde dois anos depois.

Mães de bebês trocados em hospital vão à Justiça pedir indenização por danos morais

Duas famílias entraram com ações judiciais após terem os filhos recém-nascidos trocados logo após o parto, em 2017, no Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin), Região Metropolitana de Goiânia. Elas resolveram ingressar com ação por danos morais e materiais após um caso semelhante ocorrer, no mesmo hospital, dois anos depois, que comoveu o país.

G1 contatou a assessoria do Hutrin por email, às 16h54 desta terça-feira (26), e aguarda retorno.

Já o Instituto Gerir, Organização Social (OS) que administrava o hospital na época, informou que não foi citado e que se irá se manifestar nos autos (veja a íntegra ao final do texto).

Os processos são independentes e corre em segredo de Justiça. Um deles teve a primeira audiência – que terminou sem acordo – na segunda-feira (25).

A advogada que representa as famílias, Darlene Liberato, afirmou que os pais suspeitaram da troca logo após o parto, embora o hospital refutasse a possibilidade.

Porém, ao verem o circuito interno do hospital, a troca foi confirmada e elas foram embora com os filhos de sangue mesmo sem o DNA.

“Elas tentaram fazer a troca, mas o hospital falou que não havia erro. Porém, no outro dia elas disseram que só deixariam o hospital se vissem as filmagens das câmeras de segurança, que constataram a troca. O resultado do DNA que ratificou o erro só saiu dez dias depois”, disse ao G1.

Um documento do Hutrin da época mostra que após a verificação das câmeras constatou “sendo de unanimidade de todos a suposta troca dos recém-nascidos”.

Famílias entram na Justiça após terem os filhos recém-nascidos trocados em 2017 no Hutrin, em Trindade — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Famílias entram na Justiça após terem os filhos recém-nascidos trocados em 2017 no Hutrin, em Trindade — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Darlene diz que, antes da confirmação, as mães foram acusadas de rejeitarem seus filhos.

“Chegaram a falar que elas estavam querendo rejeitar os bebês, que era depressão pós-parto e que era um engano. Essa situação causou depressão em uma das mães”, afirma.

Denúncia após outro caso

A advogada conta que, na época, as famílias optaram por não procurar a Justiça. No entanto, quando um novo caso de troca – dos bebês José Miguel e Murillo Henrique – surgiu, elas se sentiram na obrigação de fazer algo.

“Elas colocaram uma pedra em cima da situação, por mais terrível que tenha sido a troca das bebês. Mas quando elas se depararam com um caso idêntico ou talvez de maior proporção, elas resolveram procurar a Justiça, porque na época o hospital pediu que elas não ingressassem com uma ação judicial porque tinha sido um caso isolado”, afirma.

“Eu acredito que no máximo em um ano, a gente já tenha uma sentença. Mas o que elas querem, verdadeiramente, é que isso sirva de lição”, completa Darlene.

Fonte G1

Mostrar mais

Tradição Gaúcha

o melhor da cultura Gaúcha do Rio Grande e também notícias do Brasil e do mundo sempre trazendo o melhor da notícia..

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar
%d blogueiros gostam disto: