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Grande meteoro assusta moradores de Minas, entenda o fenômeno

Todo dia, e a toda hora, fragmentos de matéria vindos do espaço adentram na atmosfera terrestre. Como chegam em alta velocidade, atraídos pela gravidade do nosso planeta, por conta da resistência do ar acabam sofrendo grande aquecimento e, em geral, vaporizam-se por completo.
Se o fenômeno ocorre à noite, sem a luz do Sol, é comum vermos um rastro luminoso do material incandescente que entrou em combustão. Este rastro, que ocorre na atmosfera, é chamado cientificamente de meteoro embora, sem nada ter a ver com estrelas, também seja mais conhecido  popularmente como “estrela cadente”.
Se o fragmento de matéria espacial é suficientemente grande, mesmo queimando na atmosfera, podem “sobrar” pedaços que chegam a cair em solo. Neste caso, cada fragmento que chega ao solo é chamado de meteorito. Logo, meteoro e meteorito não são sinônimos, embora no cotidiano tal confusão seja bastante comum.
Este fragmentos de matéria podem ser rochas espaciais de diferentes tamanhos que estão vagando por aí, restos de cometas que rondam a órbita da Terra ao redor do Sol, e até mesmo partes de foguetes ou satélites, o chamado lixo espacial, que dão reentrada na atmosfera.
Na madrugada da última sexta-feira (8), moradores de Patos de Minas, MG, por volta das 3h30 (horário de Brasília), viram uma “bola de fogo” cruzando o céu e, em seguida, ouviram uma zunido seguido de um estrondo.
A partir de relatos sobre o fenômeno, pesquisadores da Bramon – Brazilian Meteor Observation Network e da Clima ao Vivo, detentora das imagens acima, rastrearam imagens de várias câmeras que monitoram as condições climáticas na região e conseguiram imagens incríveis do fenômeno astronômico que você confere no vídeo lá no topo do post.
Tomei conhecimento do fato através de uma interessantíssima live de domingo (10), realizada pelo astrônomo Cristóvão Jacques. do Sonear, e do canal Astroneos que destaquei neste post recente aqui do blog. Deixo, logo abaixo, a íntegra da live que disseca o trabalho todo de pesquisadores para encontrar as imagens e depois traçar a trajetória do bólido.
É espetacular! Parabéns aos entrevistados da live, Denilson Rocha (do Clima ao Vivo) e Marcelo Zurita (da Bramon) pelo didatismo nas explicações, bem como ao Cristóvão Jacques pela excelente condução do papo!

Jacques, pelo canal Astroneos, vem fazendo um trabalho fantástico de divulgação científica! Se você ainda não o conhece, fica a dica! Assine o canal. Acione o sininho. E fique por dentro das publicações em vídeos gravados e inúmeras lives com excelente conteúdo para quem curte astronomia e quer aprender mais.
Se quiser saber mais sobre meteoritos, visite o site meteoritos.com.br. Lá você encontra muitas informações, incluindo dados sobre o meteorito de Bendegó, o maior meteorito encontrado em solo brasileiro e que tem massa de 5,6 toneladas. Ele se encontrava exposto na entrada do Museu Nacional do Rio de Janeiro que pegou fogo em 2 de setembro de 2018. Mas, como meteoritos adentram na atmosfera literalmente superaquecidos e pegando fogo, Bendegó resistiu bravamente ao triste incêndio que destruiu grande parte do acervo deste importantíssimo museu brasileiro vítima do descaso das nossas autoridades.
Na vídeo da live, Denilson e Marcelo explicam como você também pode manter câmeras de monitoramento do céu e participar da rede que monitora o clima e os fenômenos meteorológicos e astronômicos. E, caso você testemunhe um meteoro em céu brasileiro, pode relatar o fenômeno a partir desta página e colaborar com os pesquisadores.
Abraço do prof. Dulcidio! E Física na veia!

Fonte Blogosfera Uol

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