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Desabafo de uma mulher produtora de maçã na Serra Catarinense pedindo socorro!

A foto capa simboliza uma mãe e uma crianca colhendo uma maçã com problemas na produção, granizada.

Dia 8 de março, dia da mulher, recebi uma carta emocionante de uma mulher “mãe” produtora de maçã, que mostra a realidade de muitos que se dedicam o ano inteiro para produzir maçã para o mercado, para não a expor decidi, deixa-la, no anonimato, suas inicias AFM que desabafa sobre sua realidade e de muitos quem vivem do setor da fruticultura, a rotina no pomar consiste em trabalho em demasiado, estar sempre apreensivo com o clima é nunca tirar férias. Ao contrário de muitas famílias no final do ano ir para a praia se torna impossível por causa da condição financeira e o tempo em função sempre do pomar de maçã. A plantação de maçã para pequeno produtor proporciona uma vida digna, o que significa ter comida na mesa e uma boa cama confortável para dormir embora o pensamento das preocupações toma conta da cabeça de quem vive sem ter lucro do que trabalha no sol na chuva no frio, para produzir uma maçã de qualidade. Nesta atividade depende do clima é de oscilações de mercado, nunca sabem que valor terão por seu produto. Então vivem em uma constante instabilidade e com isto vem os imprevistos no lugar dos sonhos vem a angústia aflição, a anulação de projetos que eram metas, ficam a mercê de “algumas” empresas.

Confira a carta de desabafo da produtora de um pequeno pomar de maçã única renda da família:

DESABAFO……
Entrega sua safra em fevereiro, março. E a empresa leva tudo numa boa feliz da vida… sem preço estimado e o acerto novembro e dezembro!
Estamos cansados de fazer isso, a décadas, anos e anos que isso acontece.
O fruticultor familiar em geral esta, sentindo -se como se fosse escravo do próprio trabalho.
Entrega, sua abençoada safra, passa o ano inteiro trabalhando, passando dificuldades, faz empréstimos bancários.
Passa o ciclo da macieira desde a dormência, brotação, floração, frutificação, colheita, sempre gastando para que sua safra seja de qualidade.
Mas infelizmente o fruticultor, passam dificuldades e sofrimento até chegar próxima colheita.
Os insumos estão cada vez mais caros, eles aumentam ano a ano e sobem de valor com o aumento do dólar.
Compramos os defensivos agrícola, adubos em geral, todo com prazo de safra e pagamos juros por esse prazo.
O óleo diesel cada fez mais caro.
Ano inteiro o fruticultor não tem mais dormido direito. E não importa se é bastante ou pouca é cuidadosamente dedicado muito carinho para ter qualidade.
Os granizo, a estiagem, muita chuva, isso ele sempre vai estar ciente que pode acontecer. O que chega de acontecer é as empresas comprarem a safra e fazer o acerto em novembro e dezembro.
Dizem que tem seus benefícios com pagamento do seguro, adiantamento para defensivos (isso tudo pagamos juros) para as empresas, se precisar de grana conseguem arrumar um pouco antes de colher. Pagamos frete, aluguel de bins, câmera fria, etc… que elas cobram, quando chega novembro para fazer o acerto, a grande maioria já esta sem dinheiro ou ate devendo a próxima safra, isso é a escravião do próprio trabalho suado sofrido.
Se cada empresa pagar um preço fixo com o máximo de 120 dias de prazo o agricultor tem mas possibilidade de não ficar no vermelho o ano inteiro. Imploro alguém sensato que valorize-nos, olhem por nós, proteja-nos nossos filhos, famílias que tanto ajudamos a suprir o mercado nacional de maçã a termos o direito de ter garantias de prazo para receber pelo nosso trabalho tão suado
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